Testosterona e o câncer: Mitos e verdades

Testosterona e o câncer: Mitos e verdades


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Mitos e verdades assolam a relação entre a testosterona e o câncer. Será que o efeito desse hormônio, como diversas pessoas acreditam, é de fato um causador de inúmeros tipo de doenças cancerígenas?

Vamos descobrir qual a verdade por trás dessa história.



O que é o hormônio testosterona?

 

Primeiramente, é importante saber que os hormônios são substâncias químicas que regulam as reações metabólicas do corpo humano. A testosterona é um hormônio esteróide necessário para os homens, porém igualmente necessário para as mulheres.

 

Também é necessário destacar que sua falta pode reforçar o perigo de infarto, estresse e câncer, especialmente o de próstata.

 

A verdade sobre o mito: testosterona e o câncer

 

Porém, um grande mito e um imenso tabu que existe sobre a testosterona é que ela é uma causadora do câncer. É importantíssimo estar ciente de que testosterona não dá câncer!

 

A história por trás desse mito começou em 1941 com o trabalho que os cientistas Charles Brenton Huggins e Clarence Hodges realizaram em três pacientes.

 

Na época, eles haviam descoberto que, no momento em que a  fabricação de testosterona nos homens diminuía, o câncer de próstata parava de crescer.

 

Eles também perceberam que, ao fornecer testosterona a homens com câncer de próstata, o câncer aumentava.

 

Essas observações os levaram a concluir erroneamente que a testosterona promove o desenvolvimento do câncer de próstata.

 

Hoje a sociedade médica já sabe de maneira certa, e fática, que a testosterona não causa câncer.

 

Um exemplo disso é uma meta-análise feita em 2016, que não encontrou nenhuma ligação entre o grau de testosterona de um homem e seu risco em apresentar um câncer de próstata.

 

Já outros estudos também recentes mostraram que a terapia com testosterona não elevou o risco de câncer de próstata nem o fez mais intenso em indivíduos já diagnosticados.

 

Contudo, há uma contraindicação de usar esse hormônio nas mulheres em tratamento para câncer, principalmente em casos de câncer de mama quando há receptores positivos para esse hormônio.

 

A necessidade dessa reposição precisa ser averiguada por um médico, que vai estudar seu caso e saber se é indicado que seja feita uma de reposição ou de alguma contraindicação.

 

 

O sucesso de aplicação da testosterona no combate ao câncer

 

Sabe-se que nos homens, o auge de produção desse hormônio é na puberdade, e é onde há menor incidência de câncer de próstata. É justamente quando eles estão desprotegidos desse hormônio que o câncer de próstata começa a ser mais prevalente e os afeta.

 

Em 2016, a Universidade Johns Hopkins vivenciou o caso de um homem em estado avançado de câncer de próstata que foi curado após seus médicos terem usado uma grande quantidade de testosterona para acabar com o seu tumor (fonte: O Globo).

 

O caso não é só importante para mostrar o poder da aplicação desse hormônio, mas também porque valida a ideia de que ele previne doenças, ao invés de causá-las.

 

Porém, é essencial deixar claro que contraindica-se a reposição do hormônio em homens com suspeita da enfermidade (câncer de próstata).

 

É dessa forma que uma análise médica minuciosa precede qualquer prescrição, fazendo parte dela exames específicos.

 

Outro detalhe fundamental que envolve este assunto é a recomendação para reposição hormonal de testosterona mesmo em homens que já tiveram a enfermidade, ou seja, que passaram por uma radioterapia ou cirurgia.

 

Trata-se de uma discórdia similarmente complexa, que envolve uma decisão compartilhada entre médico e paciente, não obstante que já conta com pesquisas e posicionamentos bem consolidados em favor da reposição.

 

A importância da reposição de testosterona

 

A importância da testosterona no combate ao câncer

 

 

A testosterona e a sua reposição é importante tanto para homens, quanto para mulheres (como já mencionamos em nosso blog).

Em uma pesquisa realizada pelo ginecologista e consultor José Bento de Souza, foi provado que 8 a cada 10 mulheres acima de 50 anos precisam realizar pelo menos um tipo de reposição hormonal. Já em relação aos homens, foi mostrado que 5 a cada 10 deles necessitam da reposição depois que atingem tal idade.

 

Ele afirma que já é extremamente importante entrar em contato com um médico da área logo após completar 35 anos, uma vez que a constante redução dos hormônios praticamente obriga os pacientes a resolverem essa situação com profissionais responsáveis.

 

Além disso, a partir dos 50 anos, recomenda-se realizar, uma vez por ano, exames de dosagem de hormônios e reposição toda vez que houver uma redução proeminente.

 

Porém, é necessário ter atenção: o exagero de testosterona pode aumentar a hemoglobina e até mesmo causar trombose.

 

Sendo assim, quem faz reposição necessita moderar a cada seis meses os graus hormonais do corpo.

 

Por isso, vale ressaltar a importância de fazer exames de rotina com um médico experiente e que possa lhe indicar as alternativas mais viáveis para prosseguir com a reposição.

 

Por fim, relembramos que desmistificar os mitos e tabus que existem do sobre doenças é extremamente necessário, e só podemos analisar isso com o diagnóstico médico.

Nos acompanhe nas redes sociais e assista nosso vídeo onde o Diretor do Instituto Abinader, Dr Abinader fala rapidamente sobre a testosterona e o câncer.

 

instituto abinader