Novos alvos terapêuticos na Alopécia Androgenética

Novos alvos terapêuticos na Alopécia Androgenética


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Alopécia Androgenética, também conhecida como padrão de calvície masculina, é o tipo mais comum de alopecia em homens. A repercussão negativa na vida social e profissional, hoje em dia, com padrões de beleza cada vez mais atingíveis e competitivos, resulta nos maiores gastos em soluções terapêuticas, até antigamente não vistas.

Enquanto a mais conhecida opção de tratamento inclui finasterida oral ou injetável local, minoxidil (tópico) e transplante de cabelo, novas modalidades estão sendo testadas, mas ainda não totalmente aprovadas.

O ciclo capilar é caracterizado por uma sequência contínua de fase de crescimento (anágena), fase de involução (catágena) e transição para fase de descanso (telógena). A alopecia androgenética inicia com uma miniaturização folicular gradual e tempo reduzido na fase anágena, levando a maior tempo e maior quantidade de folículos na fase telógena, portanto de descanso. O ritmo do ciclo capilar é controlado por fatores locais e sistêmicos, tais como fatores insulina-like, fatores de crescimento vasculo-endoteliais e queratinócito-hepatócito que estimulam a fase anágena. Hoje já sabemos que células basais do Bulge (área do folículo piloso) possuem características de células multipotentes (Stem Cells), com potencial proliferativo e regenerativo.

A taxa de hereditariedade da doença é alta, em torno de 80%, mas já sabemos que fatores genéticos e ambientais influenciam de forma epigenética o desenvolvimento da alopecia, com trabalhos associando a calvície com doença coronariana, risco de infarto, hipertensão, obesidade, hiperplasia prostática, câncer de próstata, que se baseiam em bases moleculares que a cada dia estão mais mapeadas e compreendidas.

Abaixo apresentamos um esquema de novas descobertas e mapeamento genômico, com possíveis novos alvos-terapêuticos medicamentosos que extrapolam vias dependentes e independentes de hormônios andróginos que contribuem para a perda do cabelo na alopécia androgenética.

Fatores envolvidos no metabolismo do Zinco, da expressão de enzima 5alfa redutase, receptores citoplasmáticos de glicocorticóide, alvos imunológicos como IL15 e prostaglandinas, dentre outros.

Portanto, muito mais opções de tratamento prometem ser validadas com estes novos conhecimentos moleculares que embasam a bioquímica celular e seus alvos medicamentosos.

instituto abinader